quarta-feira, 30 de abril de 2008
A CRISE DOS ALIMENTOS É UMA CHANCE DE REFORMAR A AGRICULTURA GLOBAL
NEONACIONALISMO AMEAÇA A GLOBALIZAÇÃO

Num manifesto sobre a globalização, Thomas Friedman, colunista do "The New York Times", declarou que a internet e outras tecnologias de alcance mundial estavam apagando limites nacionais. O mundo, disse ele num best-seller de 2005, estava plano.
Não é mais assim. A economia mundial parece estar entrando numa época em que os governos reafirmam seu papel na vida das pessoas e das empresas. As barreiras estão sendo levantadas outra vez. Chamem isso de novo nacionalismo.
"A era da globalização fácil certamente está acabada", diz o especialista em petróleo e Prêmio Nobel de Literatura de não-ficção Daniel Yergin, cujo livro "The Commanding Heights", de 1998, detalha o triunfo dos mercados sobre as nações, a começar pela desregulamentação britânica no governo de Margaret Thatcher. "O poder do Estado está se reafirmando."
Há apenas dez anos, Ásia, América Latina e Rússia sobreviviam à base de empréstimos do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial. A União Européia estava escrevendo uma constituição para transferir o poder dos países membros para Bruxelas.
Agora, quem pedia emprestado esnoba o FMI e o Banco Mundial. Negociações de acordos comerciais estão engavetadas. Obstáculos para investimento estrangeiro surgem em todo o mundo. Estatais estão se expandindo, principalmente no setor de petróleo e gás. Restrições à imigração ganham cada vez mais apoio da opinião pública em países dos Estados Unidos à Índia.
A influência crescente dos governos pode ser vista em gigantescos veículos de investimento de fundos governamentais, vários deles respaldados por países que cambaleavam financeiramente dez anos atrás.
Fundos soberanos da Ásia ao Oriente Médio agora sustentam instituições financeiras estremecidas nos EUA e na Europa, e em breve podem sair à caça de pechinchas imobiliárias. O aumento do poder de Estado também pode dificultar ainda mais a questão climática mundial -de todas, a mais sem-fronteiras.
O que explica esse papel maior dos governos? Os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 fizeram o mundo se concentrar em questões de segurança que só podem ser tratadas por governos nacionais. Países enriquecidos pelo boom de commodities cada vez mais reafirmam seu poder, com a Venezuela nacionalizando os campos de petróleo e a Rússia ameaçando cortar o fornecimento de gás natural para a Europa Ocidental. Um contragolpe na integração econômica também pressiona os governos nacionais a se afastarem do multilateralismo: em dezembro, a maior parte das pessoas em 21 dos 34 países participantes de uma pesquisa da "BBC World Service" disseram que "o passo da globalização econômica" está rápido demais.
As mudanças não pressagiam uma era de completo protecionismo. Os 15 países que compartilham o euro desde 1999 vão continuar a fazê-lo, apesar de algumas queixas ocasionais. Os governos continuam obedecendo às regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), mesmo se têm de reformular as próprias leis para cumpri-las. Friedman, o teórico do mundo plano, diz que a reafirmação do poder do Estado pode ser um "episódio" em vez de uma tendência, e que as tecnologias continuarão dando às pessoas a possibilidade de cruzar fronteiras.
Mesmo assim, há mais e mais indícios que os governos agora estão em ascensão.
Barreiras nacionais vêm sendo levantadas até na internet, o símbolo do mundo sem fronteiras. Ela foi projetada para ficar fora do alcance dos governos, transferindo poder para indivíduos ou organizações privadas.
Agora, sob pressão da Rússia, China, Índia e Arábia Saudita, a empresa americana que distribui endereços na internet está procurando meios de os países usarem o alfabeto de sua língua-mãe. Os conhecidos .org, .com e códigos de países em endereços online serão substituídos por seus equivalentes em chinês, hindi e muitas outras línguas. Se por um lado isso pode ajudar os locais a navegarem pela web, também pode impedir o acesso a muitos sites por usuários do exterior. Isso vai pôr fim à era em que qualquer um com um teclado de letras romanas podia ver sites em qualquer lugar da Terra - tirando o "World Wide" da "World Wide Web".
"Estamos assistindo ao passo-a-passo da balcanização da internet global", diz Tim Wu, professor de Direito na Universidade Columbia, em Nova York. "Ela está se transformando numa série de redes nacionais."
O fortalecimento dos governos nacionais se expressa em diferentes formas. Para os países ricos, geralmente significa impostos mais altos e mais regulamentação. Nos 30 países mais ricos da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a receita de impostos como porcentual da economia local era maior em 2005, o último ano pesquisado, do que dez anos antes. Isso por causa do aumento nos custos de saúde e previdência social para os governos.
Nos EUA, a inclemência e abrangência da atual crise financeira corroeu a liberdade dos mercados de operarem com menos controle governamental. A questão agora não é se a regulamentação vai aumentar, e sim quanto. Os três candidatos a presidente dizem que vão criar regulamentações mais duras para o mercado financeiro e também vão incentivar programas governamentais para retreinar trabalhadores prejudicados pela globalização.
Tanto em países ricos como pobres, a imigração virou uma forte questão política, já que melhores condições de transporte têm facilitado a movimentação das pessoas pelas fronteiras para competirem por emprego com os locais. Há reações contra mianmarenses na Índia, contra haitianos em todo o Caribe, bolivianos na Argentina e zimbabuanos na África do Sul. Em 44 dos 47 países pesquisados pela organização americana de estudos Pew Research Center no ano passado, a maioria apoiava mais restrições à imigração.
Enquanto isso, nos países mais pobres da África e da Ásia, o encarecimento mundial dos alimentos leva os governos a impor novas barreiras à importação. "Não há lugar no mundo que produza a comida que precisamos se formos forçados a importar", diz o ministro indiano da Fazenda, Palaniappan Chidambaram. "Por isso, temos de ser quase auto-suficientes em todos os alimentos."
Capitais que antes tinham pouca influência no cenário mundial agora têm muita. A influência do Brasil, por exemplo, aumentou em paralelo a sua economia. Uma semana antes do colapso das negociações na Organização Internacional do Comércio, em julho de 2006, a representante dos EUA, Susan Schwab, tomou um jato para o Brasil a fim de conversar com o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, que também trata das questões comerciais.
Amorim tornou-se uma poderosa influência política nas tentativas de fechar acordos, que começaram em 2001. As discussões, de um modo geral, envolvem o seguinte acordo: os EUA e a Europa cortariam seus subsídios agrícolas se os países em desenvolvimento baixassem suas tarifas para produtos industrializados e abrissem mais o acesso de financeiras estrangeiras aos seus mercados.
No passado, nações em desenvolvimento praticamente só ratificavam acordos comerciais internacionais negociados pelos EUA e pela Europa. Mas o Brasil, a Índia e a China não seguem mais esse roteiro. Amorim reuniu um grupo de 20 países em desenvolvimento que querem limitar a abertura de seus mercados e pressionam pela liberalização fora de casa. A aprovação deles é fundamental para se fechar um acordo. Até agora, eles não a deram.
"O Brasil tem a chave para que isso seja feito", diz Schwab.
Cidadãos de países pobres vibram com o novo poder dos seus governos. No Rio de Janeiro, Maria Aparecida Lemos, paciente de aids que perdeu a visão, diz que comemorou "como se fosse uma festa" quando, no ano passado, o presidente Lula quebrou a patente de um remédio para aids da Merck & Co., conhecida no país como MSD. O país agora importa o genérico do Efavirenz de laboratórios indianos, por uma fração do preço que a Merck cobrava. Pelas regras internacionais de comércio, países em desenvolvimento têm o direito de invalidar patentes em casos de emergência, mas poucos já fizeram isso, por medo de retaliação.
A Merck argumenta que já havia reduzido o preço do Efavirenz e pretendia baixá-lo mais, mas não o suficiente para satisfazer Brasília. "O Brasil pode não ser o tipo de lugar que você queira investir", diz Jeffrey Sturchio, vice-presidente de responsabilidade corporativa da Merck. Autoridades brasileiras não dão importância a ameaças como essa, acreditando que o crescente enriquecimento do país o torna atraente para investimentos.
Empresas petrolíferas estão entre as primeiras a sentir o novo nacionalismo. Desde que o preço do petróleo começou a disparar em 2004, Rússia, Venezuela, Bolívia e Equador vêm nacionalizando ativos petrolíferos de propriedade estrangeira, na primeira grande onda de nacionalização desde os anos 70. Depois que a empresa estatal venezuelana de petróleo dobrou sua participação nos projetos de petróleo pesado ao longo do Rio Orinoco, no ano passado, a ConocoPhillips se afastou e teve uma despesa extraordinária de US$ 4,5 bilhões. A Exxon Mobil. também saiu e está processando a Venezuela para receber uma compensação.
A alta do nacionalismo petrolífero fez a Royal Dutch Shell mudar os cenários mundiais que seus economistas formularam para ajudá-la a traçar seus próximos movimentos. Nos anos 90, os cenários da Shell presumiam que o poder dos governos estava diminuindo. A empresa investiu pesado nos campos de petróleo de Sakalina, na Rússia, achando que enfrentaria interferência mínima. Mas com o Kremlin avançando na área de petróleo, a Shell foi forçada a vender metade da sua participação no projeto para a estatal russa Gazprom.
Nos modelos desta década, os governos têm papel mais central. Um dos dois atuais cenários da Shell considera que o domínio do governo sobre os recursos - cerca de 80% das reservas mundiais de petróleo são controlados por empresas estatais - vai continuar. No outro modelo, os governos permanecem no centro das decisões, mas reconhecem um interesse comum, diz Jeremy Bentham, diretor de questões internacionais ambientais da Shell.
Por reconhecer o poderoso papel das petrolíferas estatais, a Shell está investindo bastante em fontes não-convencionais de petróleo, muitas delas com bem poucas chances de desapropriação. Há pouco tempo ela anunciou um plano de expansão de US$ 10 bilhões para exploração das areias betuminosas do Canadá. Também ampliou seu foco sobre biocombustíveis feitos de, entre outras coisas, algas e pedaços de madeira.
A Pitney Bowes., fabricante americana de máquinas de postagem, também tenta se adaptar. Nos últimos anos, transferiu boa parte de sua produção para a China e terceirizou suas operações internas de informática para a Índia.
Recentemente, porém, a empresa começou a temer pela segurança das suas linhas de suprimento. "Estamos sempre com receio de que os nacionalistas cheguem e assumam o controle" do fornecimento na China, diz Cynthia Schmitt, diretora de administração de risco empresarial da companhia.
Por isso, nos últimos três anos, a Pitney Bowes e seus fornecedores no exterior começaram a estocar mais componentes para as máquinas de postagem. A empresa americana também passou a insistir que seus vendedores indianos tenham servidores de becape em outros países. Há tantas empresas americanas atuando em Bangalore e outras cidades da Índia que Schmitt teme que elas virem alvo de terroristas.
Outras grandes empresas têm preocupações semelhantes. Em março, a AMR Research., firma de consultoria de Boston, fez uma pesquisa com administradores de redes de fornecimento de grandes firmas americanas a respeito de como eles classificam os riscos que enfrentam ao negociar internacionalmente. Cerca de 30% deles apontaram problemas geopolíticos e desastres naturais como o maior risco.
Algumas empresas estão procurando paraísos mais perto de casa. Com empresas americanas realocando operações que tinham em áreas de baixo custo na Ásia, o México - que tem acordo de livre comércio com os EUA - registrou aumento de 21% nos investimentos estrangeiros no ano passado, para US$ 23,2 bilhões.
Alguns dos maiores novos investidores do mundo são fundos de investimentos administrados por governos. No Oriente Médio e na Rússia, fundos soberanos são fortalecidos por receita vinda do petróleo; na Ásia, eles são alimentados por lucros com outras exportações. Juntos, esses fundos têm US$ 3 trilhões em receita e têm usado esse dinheiro para adquirir participações no Citigroup., na Merrill Lynch e outras empresas estremecidas de Wall Street. As infusões de recursos foram saudadas pelo Tesouro americano e por empresas carentes de capital, mas também levantaram suspeitas, dentro e fora dos EUA, de que os investidores podem ter objetivos políticos.
Agora, muitos governos nacionais estão levantando barreiras contra tais investimentos. EUA, Canadá, Alemanha, França, Japão, Coréia do Sul, Austrália, Hungria e Grécia estão propondo ou decretando restrições a investimento de empresas estatais de outros países, segundo estudo do Conselho de Relações Exteriores. A China e a Rússia, que têm fundos soberanos, estão definindo "setores estratégicos" onde o investimento estrangeiro deve ser restrito, dizem os autores do estudo, o especialista em leis de investimento David Marchik e Matthew Slaughter, professor de economia internacional na Universidade Dartmouth.
As demonstrações de poder de governos nacionais também complicaram mais o tratamento de questões ambientais. Com governos nacionais cautelosos em firmar compromissos, negociadores e grupos de análises americanos e europeus lutam para convencer Estados a tomar medidas fortes para cortar emissões de gases do efeito estufa. Uma possibilidade: encorajar os governos a adotar ações específicas para cortar emissões agora, e esperar para assinar um tratado até que os Estados estejam mais confiantes de que seus pares estão levando o aquecimento global a sério.
terça-feira, 29 de abril de 2008
sexta-feira, 25 de abril de 2008
TESOURO SUBMERSO

UMA MANOBRA A MUITO TEMPO ESPERADA - "BIG OIL" NO ETANOL
Ecoou no exterior a compra de metade da Tropical BioEnergia pela British Petroleum. No FT a petroleira já explica que etanol de cana "não afeta a oferta de alimentos". FT: http://www.ft.com/cms/s/0/65222988-1226-11dd-9b49-0000779fd2ac.html
CNN: http://money.cnn.com/news/newsfeeds/articles/djf500/200804241658DOWJONESDJONLINE001289_FORTUNE5.htm
quarta-feira, 23 de abril de 2008
BIOCOMBUSTÍVEIS COMO SOLUÇÃO PARA A COMPLEMENTARIEDADE DE FONTES ENERGÉTICAS

OS MISTÉRIOS QUE RONDAM A ECONOMIA CHINESA
Mas, se a crise americana ainda não foi capaz de conter a locomotiva chinesa, um problema mundial pode forçar o governo a puxar o freio de mão. A inflação interna está em disparada, puxada principalmente pela alta dos alimentos. Após bater recorde em fevereiro, chegando a 8,7% em doze meses, o índice recuou um pouco para 8,3% em março. Mesmo assim, no primeiro trimestre a média da inflação ao consumidor foi de 8%, muito acima do índice de 2,5% do mesmo período de 2007.
Com isso, o governo aumentou pela terceira vez a taxa dos compulsórios dos bancos este ano, após dez altas consecutivas em 2007. De acordo com o Departamento de Pesquisas Econômicas do Bradesco, novos apertos monetários devem ocorrer até que a inflação recue para um patamar de 5%.
quarta-feira, 16 de abril de 2008
A INFLUÊNCIA DA PERCEPÇÃO DE QUALIDADE NO PROCESSO DE DECISÃO DE COMPRA

Uma Pesquisa que Envolve a Avaliação e Discussão dos Impactos que Envolvem Produtos Chineses e as Nossas Decisões de Compra
O problema da pesquisa envolve o conceito de qualidade, que pode ser definido como a avaliação de um produto ou experiência frente a uma expectativa e a conceitos pré-formatados e a forma como a qualidade real e a qualidade percebida podem influenciar no processo decisório de compra.
Primeiramente, o estudo do comportamento do consumidor proporcionará a visualização de como indivíduos e organizações selecionam, adquirem, utilizam e substituem bens, serviços e experiências para satisfazer suas necessidades e desejos.
O problema central será a avaliação de como os problemas de qualidade apresentados pelos produtos chineses poderão influenciar o processo decisório de compra.
A pesquisa e estudo dessa questão são pertinentes, pois a China posiciona-se como a quarta economia mundial e o terceiro maior exportador de produtos manufaturados.
O objetivo geral é aprofundar o estudo do comportamento de compra do consumidor e as possíveis influências no processo decisório de compra ao apresentar-se uma característica de uma determinada categoria de produtos.
Um dos pontos centrais da pesquisa será entender como o conhecimento dos modelos de comportamento e os fatores externos (aprendizagem e a formatação de conceitos dos consumidores) poderão influenciar a decisão de compra e, conseqüentemente, o desempenho financeiro das organizações produtoras dos bens de consumo.
Este tema justifica-se pela crescente participação da China na produção e exportação de produtos manufaturados para o mundo e os recentes problemas relacionados à qualidade ocorridos com empresas multinacionais com bases manufatureiras na China. Esta seqüência de acontecimentos poderá influenciar o comportamento do consumidor no momento de avaliação de alternativas de compra.
Os fatores impactados pelos acontecimentos citados acima envolvem os fatores culturais e sociais que podem ser exemplificados, resumidamente, pela caracterização da compra de automóveis no Brasil que apresenta ligação direta com status, papéis e formas como o indivíduo é visto pela sociedade. A influência dos grupos de referência também são fatores decisivos nesse tipo de compra.
No estudo, será identificado e avaliado o impacto de uma percepção, por parte da sociedade, de que os produtos chineses são de baixa qualidade e são, conseqüentemente, sub-valorizados pelo mercado (auto-imagem).
Os fatores psicológicos também fazem parte do estudo, já que estão diretamente relacionados a crenças e atitudes que se relacionam com uma predisposição aprendida para se comportar de um modo coerentemente favorável ou desfavorável com relação a um dado objeto, no caso deste estudo, os produtos de origem chinesa (Schiffman e Kanuk, 2000).
Outra parte envolvida na pesquisa será a forma como os indivíduos coletam, organizam e avaliam as informações, ressaltando a influência das fontes comerciais (têm o objetivo de informar)e as fontes pessoais (desempenham a função de avaliação e legitimação). Tanto a busca interna quanto a busca externa podem ser fatores decisivos para a aquisição de produtos chineses devido a conceitos pré-formatados dos consumidores e de seus influenciadores, que foram expostos às mesmas informações relacionadas a problemas de qualidade no uso de produtos “Made in China”.
O processo de compra de um automóvel está sujeito à avaliação de alternativas, que nos automóveis envolvem relação com preço, qualidade, confiança na marca, desempenho, segurança, status, entre outros.
Esse projeto de pesquisa tem como objetivo demonstrar como a qualidade dos produtos fabricados na China pode influenciar a decisão de compra dos consumidores, sendo necessário desenvolver fundamentação teórica e apresentação prática dos efeitos da percepção da qualidade na decisão e conseqüente aquisição dos produtos.
Como ponto de partida, serão apresentadas as etapas pelas quais os consumidores estão expostos no processo decisório de compra e o estudo dos modelos formulados que buscam reunir a seqüência de fatores que explicam o processo de compra. Em segundo lugar, o estudo apresentará a importância e o impacto de cada um desses estágios na decisão de compra ao expor os consumidores a produtos que reúnam características distintas, nesse caso, de origem chinesa.
O terceiro passo será apresentar a relação existente entre comportamento de compra e a influência de fatores externos, como a formação de um conceito de baixo preço relacionado à baixa qualidade de produtos manufaturados, como os automóveis importados da China.
Posteriormente, será analisado mais detalhadamente o mercado de automóveis importados no Brasil, com especial atenção aos critérios de avaliação e os processos decisórios distintos que envolvem a aquisição de bens com alto valor de aquisição, e que apresente a necessidade de oferecer atributos específicos da classe de produtos automóveis, como segurança, confiança na marca, economia, durabilidade, desempenho, conforto, status oferecido, entre outros que são pertinentes ao processo de compra desse tipo de produto.
Após expor as etapas do processo de decisão de compra e a influência dos atributos disponibilizados por esta classe de produtos com origem na China, será estudada a influência dos fatores relacionados ao conceito de qualidade dos fabricantes chineses e apresentadas às conclusões fundamentadas nos estudos de caso e nas pesquisas científicas com o objetivo da resolução do problema da pesquisa.
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