sexta-feira, 25 de abril de 2008

UMA MANOBRA A MUITO TEMPO ESPERADA - "BIG OIL" NO ETANOL

Ecoou no exterior a compra de metade da Tropical BioEnergia pela British Petroleum. No FT a petroleira já explica que etanol de cana "não afeta a oferta de alimentos".

Mas foi Kenneth Rapoza, da DJ, quem identificou o significado do negócio, no texto ""Big Oil" entra na indústria de etanol do Brasil". "E finalmente aconteceu", abre ele, dizendo que "a primeira" grande companhia de petróleo subiu "contra a corrente" e entrou no "mundo verde do etanol". Outras "majors", dos EUA, estariam "prospectando" aquisições em etanol no Brasil. E o avanço da BP é "um alerta" para a Petrobras se mexer no setor, registra a Dow Jones.Em outro alerta à Petrobras, a Cosan, maior empresa brasileira de etanol, comprou o serviço de distribuição da Exxon. De novo, ecoou mais no exterior, com o WSJ ressaltando em longa reportagem que foi para "melhor distribuir seu etanol".

E uma análise de Antonio Regalado no WSJ perguntou o mais importante: "Quem está ajudando a Cosan a comprar?". Arriscou, citando "o mercado", que é a mesma British Petroleum que levou 50% da Tropical BioEnergia.No contra-ataque do etanol, Roger Cohen, colunista do "New York Times", escreveu "Tragam os biocombustíveis certos". Faz uma defesa apaixonada do etanol de cana do Brasil, cuja produção poderia crescer dez vezes que não avançaria sobre a Amazônia.

Cobrando o fim da tarifa sobre o etanol, disse que o problema é o "protecionismo" de EUA e Europa, "não a idéia dos biocombustíveis".Como ainda nãos ei colocar hyperlink, segue abaixo a lista de fontes, aliás, consideráveis fontes:

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